A Dra. Wanessa Ribeiro atendia pacientes de soroterapia num consultório em Brasília. Ela mesma descreve o sistema da época assim:
"Excel, WhatsApp, pasta no Drive e muita reza pra não esquecer nada."
Enfermeira, terapeuta ortobiomolecular e homotoxicologista. Já tinha fundado outras empresas no segmento, era professora de pós-graduação e tinha reconhecimento internacional em Ozonioterapia. Pós-graduação em Bioquímica e Biofísica. Conhecia osmolaridade no nível da molécula.
O problema não era conhecimento.
Era que toda vez que ela terminava uma sessão, precisava fazer a mesma checagem manual: o histórico estava atualizado? A nota fiscal saiu? O estoque tá pra repor?
Num dia daquele ano, uma paciente nova chegou pra primeira sessão.
A Dra. Wanessa fez anamnese. Conferiu o que pôde. Prescreveu vitamina C IV em dose alta, como fazia há anos pra esse tipo de protocolo.
Só na consulta, com a paciente já sentada, ela descobriu que a mulher tinha G6PD deficiente diagnosticada há 4 anos. G6PD deficiente é contraindicação absoluta pra vitamina C IV em dose alta. Risco de hemólise aguda.
A informação estava na ficha de papel da paciente. Não estava em lugar nenhum digital porque não havia lugar digital pra colocar.
A paciente ficou bem. O protocolo foi suspenso a tempo.
Mas a Dra. Wanessa não dormiu tranquila naquela semana.
"Eu queria um sistema construído por alguém que ainda atende, ainda erra, ainda ajusta. Não por alguém que parou de ver paciente em 2010 e ficou só vendendo software."
Esse sistema não existia.
Então ela ajudou a construir.