O que a norma exige do consultório

O que é cateter midline, e o que a Anvisa escreve sobre ele

A resposta honesta para "o que é midline" em documento oficial brasileiro é curta: a Anvisa não o define por comprimento nem por local de ponta. O que ela escreve são duas coisas, e as duas estão transcritas aqui. No protocolo de 2025, o cateter intravenoso periférico longo é "também conhecido como mini-midline ou midline curto". Na nota técnica de 2026, o cateter de linha média (midline) está na lista do que não é considerado cateter central. O resto, comprimento, marcas e cuidados, não está em norma, e esta página não inventa.

O periférico longo, que a Anvisa chama de midline curto

A alínea h) da seção de conceitos é a única passagem do protocolo em que a palavra midline aparece, e ela aparece como apelido do cateter periférico longo.

  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea h, página 8

    cateter intravenoso periférico longo: tipo de DAVP inserido em veias periféricas superficiais ou profundas, indicado quando o cateter curto não possui comprimento suficiente para canular adequadamente a veia disponível, sendo também conhecido como “mini-midline” ou “midline curto”;

    gov.br

  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea g, página 8

    cateter intravenoso periférico curto: tipo de dispositivo de acesso vascular periférico (DAVP), caracterizado como um cateter sobre agulha, com estilete metálico oco posicionado no interior do cateter, com comprimento inferior a 6 cm, que geralmente é inserido em veias periféricas superficiais, localizadas logo abaixo da pele, havendo dois tipos principais:

    gov.br

Medição declarada: no protocolo de 2025 (81.453 caracteres), "midline" aparece 2 vezes, as duas na alínea h) acima, e "linha média" aparece 1 vez, em um item de manutenção que nomeia "os cateteres intravenosos periféricos (CIVP) curtos e longos e os cateteres de linha média" como três categorias distintas. O documento define comprimento só para o curto (inferior a 6 cm). Para o longo e para o de linha média não há número.

O midline é periférico para a Anvisa, e o registro da sessão é que diz qual dispositivo ficou no paciente. Veja como a Vitra declara.

Por que ele difere do periférico curto, e em que não difere

A diferença que a Anvisa escreve é de comprimento e de veia alcançada, dentro da mesma categoria: os dois são dispositivo de acesso vascular periférico, definido pela ponta fora da veia cava e do átrio direito.

  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea i, página 9

    DAVP: qualquer dispositivo de acesso vascular com a ponta distal não localizada em veia cava superior ou inferior ou átrio direito, incluindo não apenas os dispositivos que – devido ao seu comprimento e à abordagem venosa – se destinam a ser periféricos, mas também os dispositivos que deveriam ser usados como DAVC, mas cuja ponta não está em uma veia central devido ao mau posicionamento primário ou secundário (ANVISA, 2024);

    gov.br

O que a nota técnica de 2026 diz: não é central

Para a notificação nacional de infecção de corrente sanguínea, a Anvisa lista o que não conta como cateter central. O midline está na lista, com o nome em português e o apelido entre parênteses.

  • Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 03/2026 · item h, Cateter central, página 24

    Dispositivo intravascular utilizado para infusão, coleta de amostra sanguínea ou monitoramento hemodinâmico, cuja terminação esteja posicionada próxima ao coração ou em um grande vaso*.

    O asterisco remete, no original, à lista de grandes vasos que segue na mesma página.

    gov.br

  • Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 03/2026 · item h, Cateter central, lista do que não é considerado central, página 26

    Cateter periférico ou cateter de linha média (midline).

    Item da lista aberta pela frase "NÃO são considerados cateteres centrais para fins de notificação de dados de IPCSL", na mesma página.

    gov.br

Medição declarada: na nota técnica de 2026 (104 páginas, 157.760 caracteres), "midline" aparece 1 vez e "linha média" 1 vez, ambas na linha transcrita acima. O documento não define o dispositivo: ele o classifica.

O que precisa ficar registrado

  • O nome do dispositivo como a Anvisa o escreve, periférico longo ou de linha média, e não só a marca da embalagem.
  • O comprimento do dispositivo usado, já que a norma não fixa número para o longo nem para o de linha média e o registro é o que diz qual entrou.
  • Quem inseriu, data, hora e em que categoria profissional.
  • Marca e lote, para a notificação de evento adverso com produto para saúde, quando couber.
Tela da Vitra com as sessões da pessoa atendida contadas por tipo e o histórico de sessões com data

Midline registrado como periférico, porque a Anvisa o trata assim

A Anvisa classifica o cateter de linha média (midline) fora dos cateteres centrais e define o periférico longo como "midline curto". Na Vitra o dispositivo de cada sessão fica registrado com o nome que a Anvisa usa, e não com o apelido da embalagem.

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As normas citadas nesta página

Vigência desta leitura

Publicado em
Normas conferidas em
Próxima revisão prevista

Normas consultadas na fonte oficial em 14 de setembro de 2026. Próxima revisão prevista: 14 de março de 2027. Norma muda por publicação em Diário Oficial, e pode mudar antes disso. Cada citação acima traz o link do documento para você conferir a redação vigente.

Histórico de revisão

  1. · versão atual

    Publicação. Trechos conferidos na fonte oficial em 14/09/2026, com as contagens de ocorrência declaradas nas seções de medição.

Como este conteúdo é produzido e quem responde por ele

Esta página cita norma federal e não emite parecer regulatório. A vigilância sanitária do seu município pode exigir mais, e quem decide se o seu serviço está regular é ela.

Escrito e revisado por Equipe VitraClínica