O que a norma exige do consultório

O que é cateter venoso periférico, nos conceitos da Anvisa de 2025

Em 2025 a Anvisa publicou um protocolo de prevenção de infecção da corrente sanguínea com uma seção de conceitos, e é nela que o cateter venoso periférico ganha definição oficial, separada em curto, longo e dispositivo de acesso vascular periférico. Esta página transcreve os conceitos e o que o Caderno 4 de 2017 diz sobre o material e o reuso do dispositivo. Intervalo de troca não entra: é conduta.

O cateter curto e os dois tipos dele

O conceito g) da seção 1 define o cateter intravenoso periférico curto pelo comprimento e pelo modo de inserção, e separa os dois tipos pelo sistema aberto ou fechado.

  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea g, página 8

    cateter intravenoso periférico curto: tipo de dispositivo de acesso vascular periférico (DAVP), caracterizado como um cateter sobre agulha, com estilete metálico oco posicionado no interior do cateter, com comprimento inferior a 6 cm, que geralmente é inserido em veias periféricas superficiais, localizadas logo abaixo da pele, havendo dois tipos principais:

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  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea g, primeiro tipo, página 8

    cateter venoso periférico simples: com asa mínima ou ausente e sem extensão, também chamado de “sistema aberto”; e

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  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea g, segundo tipo, página 8

    cateter venoso periférico integrado: com asa ampla e extensão incorporada ao dispositivo, podendo conter ou não um conector livre de agulhas, também denominado “sistema fechado”;

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Medição declarada: o protocolo de 2025 usa a sigla CIVP (cateter intravenoso periférico) 14 vezes e a sigla CVP, que é a que o Google completa para o público, ZERO vez. A expressão "cateter venoso periférico" aparece 2 vezes, nas duas definições de tipo transcritas acima.

A definição da Anvisa separa os tipos, e o registro da sessão é o que diz qual deles entrou no paciente. Veja como a Vitra declara.

O cateter longo e o dispositivo periférico

As alíneas h), i) e j) fecham o conjunto: o cateter longo, o que a Anvisa chama de dispositivo de acesso vascular periférico e o termo genérico que engloba central e periférico. A definição de periférico é pela posição da ponta, não pelo local de entrada.

  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea h, página 8

    cateter intravenoso periférico longo: tipo de DAVP inserido em veias periféricas superficiais ou profundas, indicado quando o cateter curto não possui comprimento suficiente para canular adequadamente a veia disponível, sendo também conhecido como “mini-midline” ou “midline curto”;

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  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea i, página 9

    DAVP: qualquer dispositivo de acesso vascular com a ponta distal não localizada em veia cava superior ou inferior ou átrio direito, incluindo não apenas os dispositivos que – devido ao seu comprimento e à abordagem venosa – se destinam a ser periféricos, mas também os dispositivos que deveriam ser usados como DAVC, mas cuja ponta não está em uma veia central devido ao mau posicionamento primário ou secundário (ANVISA, 2024);

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  • Protocolo de Prevenção de IPCS associada a Dispositivos de Acesso Vasculares, Anvisa, versão 1, 2025 · seção 1, Conceitos, alínea j, página 9

    dispositivo de acesso vascular (DAV): inclui os DAVC e os DAVP;

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Material e reuso, no Caderno 4

O Caderno 4 de 2017 não define o cateter periférico, mas escreve de que ele é feito e diz que o dispositivo de punção venosa é de reprocessamento proibido.

  • Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, Caderno 4, 2ª edição · Capítulo de corrente sanguínea, item 3, Composição dos cateteres, página 52

    Os materiais comumente utilizados para a fabricação de cateteres são o PTFE, o poliuretano, silicone, a poliamida e o poliéster.

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  • Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, Caderno 4, 2ª edição · Capítulo de corrente sanguínea, item 3, Composição dos cateteres, páginas 51 e 52

    Cateteres utilizados para a punção venosa são considerados produtos para a saúde de reprocessamento proibido [...] em casos de insucesso no procedimento, os mesmos não podem ser usados para uma nova tentativa de punção.

    A supressão cobre os números das duas normas citadas entre parênteses no original (RDC nº 156/2006 e RE nº 2.605/2006), que aparecem com notas de rodapé coladas ao ano.

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Medição declarada: a palavra "midline" aparece 2 vezes no protocolo de 2025 e as duas estão na alínea h) acima, como apelido do cateter periférico longo. O documento não define comprimento para o cateter de linha média. A página deste site sobre midline trata disso em /guias/midline-cateter-o-que-e.

O que precisa ficar registrado

  • Qual tipo de dispositivo foi usado em cada sessão, no vocabulário da Anvisa: curto simples, curto integrado ou longo.
  • Marca, calibre e lote do dispositivo, porque o Caderno 4 manda notificar evento adverso com produto para saúde ao SNVS e ao fabricante.
  • Quem inseriu e em que categoria profissional, com data e hora.
  • Que o dispositivo de uma tentativa sem sucesso foi descartado, já que o Caderno 4 o classifica como de reprocessamento proibido.
Tela da Vitra com as sessões da pessoa atendida contadas por tipo e o histórico de sessões com data

O cateter periférico identificado na sessão

A Anvisa define o cateter intravenoso periférico curto, o longo e o dispositivo de acesso vascular periférico. O que sobra para o consultório é registrar qual dispositivo foi usado em cada sessão, e a Vitra guarda isso com lote e com quem inseriu.

Ver o registro da Vitra

Leva para a página da Vitra. Nada é cobrado aqui.

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As normas citadas nesta página

Vigência desta leitura

Publicado em
Normas conferidas em
Próxima revisão prevista

Normas consultadas na fonte oficial em 14 de setembro de 2026. Próxima revisão prevista: 14 de março de 2027. Norma muda por publicação em Diário Oficial, e pode mudar antes disso. Cada citação acima traz o link do documento para você conferir a redação vigente.

Histórico de revisão

  1. · versão atual

    Publicação. Trechos conferidos na fonte oficial em 14/09/2026, com as contagens de ocorrência declaradas nas seções de medição.

Como este conteúdo é produzido e quem responde por ele

Esta página cita norma federal e não emite parecer regulatório. A vigilância sanitária do seu município pode exigir mais, e quem decide se o seu serviço está regular é ela.

Escrito e revisado por Equipe VitraClínica