Cálculo de medicação: calculadora de diluição e mg para mL

A dose da prescrição e o que está no rótulo entram; o volume a aspirar sai na hora, com a regra de três aberta. Converte g, mg, mcg e UI, lê porcentagem, reconstitui pó e refaz a conta da rediluição.

Preencha os campos com números maiores que zero para ver o resultado.

O resultado aparece com duas casas decimais. O arredondamento é aritmético, não clínico: como medir esse volume na seringa é decisão de quem prepara.

Tela da Vitra com as sessões da pessoa atendida contadas por tipo e o histórico de sessões com data

A conta da dose saiu. Quem conferiu, não

O cálculo de medicação vale para uma dose, um rótulo e um volume, e a dupla checagem só existe se alguém escrever quem conferiu. A Vitra guarda a conta junto da sessão, com a apresentação usada e quem assinou.

Ver o registro da Vitra

Leva para a página da Vitra. Nada é cobrado aqui.

A fórmula do cálculo de medicação

Volume a aspirar é a dose vezes o volume da apresentação, dividido pela quantidade do fármaco nessa apresentação. É a regra de três direta que o Coren-SP ensina, e a mesma relação que o Coren-BA escreve como dose dividida pela concentração por mL. Antes da conta, dose e rótulo precisam estar na mesma unidade.

Volume a aspirar (regra de três)
volume (mL) = dose x volume da apresentação (mL) / quantidade da apresentação
Com a concentração por mL
volume (mL) = dose / concentração (por mL)
Gramas, miligramas e microgramas
1 g = 1.000 mg; 1 mg = 1.000 mcg; 1 g = 1.000.000 mcg
Porcentagem
X% = X g em 100 mL = X x 10 mg por mL
Frasco em pó
concentração = quantidade do frasco / (diluente + volume do pó)
Rediluição
nova concentração = quantidade aspirada / volume final da seringa

Na regra de três, unidade igual fica embaixo de unidade igual: mg embaixo de mg, mL embaixo de mL. Em cima vai o que o rótulo diz; embaixo, a dose da prescrição e o X. Multiplica em cruz e divide.

Conversão de unidades: g, mg, mcg e UI

Grama, miligrama e micrograma são a mesma grandeza em escalas de mil: 1 g tem 1.000 mg, e 1 mg tem 1.000 mcg. UI mede atividade, e não massa, então não vira mg por conta: dose em UI só se calcula contra rótulo em UI. Quando a prescrição e o rótulo usam unidades diferentes, a conversão vem antes da regra de três.

1 g= 1.000 mg
0,5 g= 500 mg
0,1 g= 100 mg
1 mg= 1.000 mcg
1 g= 1.000.000 mcg
1.500 mg= 1,5 g

Exemplos resolvidos, com a fonte de cada um

Os exemplos abaixo são os das apostilas do Coren-SP e do Coren-BA, com a página de cada um. Os números foram recalculados pelas mesmas funções da calculadora, e o resultado bate com a resposta publicada.

1Volume a aspirar em mg: frasco de 4 mg/mL

Coren-SP, Cálculo seguro, Vol. I (2011), p. 27

A dose da prescrição é 8 mg. O frasco-ampola tem 2,5 mL, com 4 mg em cada mL.

  1. Regra de três: 4 mg estão para 1 mL, assim como 8 mg estão para X.
  2. X = 8 x 1 / 4 = 2 mL.

2 mL a aspirar, que correspondem a 8 mg.

2Volume a aspirar em UI: frasco de 5.000 UI/mL

Coren-BA, Curso Cálculo de Medicamentos (2024), p. 34 e 35

A dose da prescrição é 12.500 UI. O frasco-ampola tem 5 mL, com 5.000 UI em cada mL.

  1. Fórmula com a concentração: volume = dose / concentração por mL.
  2. Volume = 12.500 UI / 5.000 UI/mL = 2,5 mL.

2,5 mL a aspirar.

3Frasco em pó de 1 g com 5 mL: quanto há em cada mL

Coren-SP, Cálculo seguro, Vol. II (2011), p. 5

Frasco-ampola com 1 g do fármaco em pó, reconstituído com 5 mL, o que dá uma solução total de 5 mL.

  1. Conversão antes da conta: 1 g = 1.000 mg.
  2. Regra de três: 1.000 mg estão para 5 mL, assim como X mg estão para 1 mL.
  3. X = 1.000 x 1 / 5 = 200 mg.

Cada mL da solução tem 200 mg.

4Frasco em pó quando o pó ocupa volume: 10.000.000 UI

Coren-SP, Cálculo seguro, Vol. II (2011), p. 6 e 7

A dose da prescrição é 4.800.000 UI, e o frasco-ampola tem 10.000.000 UI em pó. No exemplo da fonte entram 6 mL de diluente, e o pó ocupa 4 mL.

  1. Volume total: 6 mL + 4 mL = 10 mL.
  2. Concentração: 10.000.000 UI / 10 mL = 1.000.000 UI por mL.
  3. Volume = 4.800.000 x 10 / 10.000.000 = 4,8 mL.

4,8 mL a aspirar, que correspondem a 4.800.000 UI.

5Rediluição em UI: 35.000 UI de um frasco de 10.000.000 UI

Coren-SP, Cálculo seguro, Vol. II (2011), p. 10

A dose da prescrição é 35.000 UI, e o frasco-ampola tem 10.000.000 UI. Reconstituído como no exemplo anterior, ele tem 10 mL, e a dose cairia num volume pequeno demais para aspirar.

  1. Concentração do frasco: 10.000.000 UI em 10 mL, ou 1.000.000 UI em 1 mL.
  2. Aspira-se 1 mL: na seringa estão 1.000.000 UI.
  3. Completa-se a seringa até 10 mL, acrescentando 9 mL de diluente: a nova apresentação tem 100.000 UI por mL.
  4. Regra de três com a nova apresentação: 1.000.000 UI estão para 10 mL, assim como 35.000 UI estão para X. X = 35.000 x 10 / 1.000.000 = 0,35 mL.

0,35 mL a aspirar da rediluição.

6Porcentagem: ampola de 20 mL a 50%

Coren-BA, Curso Cálculo de Medicamentos (2024), p. 22 a 24

A dose da prescrição é 20 g. A ampola tem 20 mL de solução a 50%.

  1. 50% quer dizer 50 g em 100 mL, ou 500 mg por mL.
  2. Na ampola: 50 x 20 / 100 = 10 g.
  3. Regra de três: 10 g estão para 20 mL, assim como 20 g estão para X. X = 20 x 20 / 10 = 40 mL.

40 mL a aspirar, ou seja, 2 ampolas.

7Rediluição em mg: ampola de 5 mg/mL completada até 10 mL

Coren-BA, Curso Cálculo de Medicamentos (2024), p. 8 a 10

A dose da prescrição é 3 mg, e a prescrição pede a solução completada até 10 mL. A ampola tem 3 mL, com 5 mg em cada mL.

  1. Sem rediluir: 3 x 1 / 5 = 0,6 mL.
  2. A ampola inteira: 3 mL x 5 mg/mL = 15 mg.
  3. Completada até 10 mL: 15 mg em 10 mL, ou 1,5 mg por mL.
  4. Regra de três: 15 mg estão para 10 mL, assim como 3 mg estão para X. X = 3 x 10 / 15 = 2 mL.

2 mL da solução de 10 mL, ou 0,6 mL da ampola sem rediluir.

8Insulina: frasco de 100 UI/mL e seringa comum

Coren-SP, Cálculo seguro, Vol. II (2011), p. 11

A dose da prescrição é 20 UI. O frasco tem 100 UI por mL, e a seringa disponível é graduada em mL, não em UI.

  1. Frasco está para seringa assim como a dose está para X: 100 UI estão para 1 mL, assim como 20 UI estão para X.
  2. X = 20 x 1 / 100 = 0,2 mL.

0,2 mL na seringa graduada em mL.

Sobre insulina, o Coren-SP (Vol. II, p. 12) registra que ela não entra em rediluição, por perda de estabilidade, e que dose pequena demais para aspirar volta ao médico.

A regra de três se refaz em qualquer papel. O que não se refaz depois é qual rótulo estava na mão e quem conferiu a conta. Veja como a Vitra registra a conferência.

Perguntas frequentes sobre o cálculo de medicação

Qual é a fórmula do cálculo de medicação?

Volume a aspirar (mL) = dose x volume da apresentação (mL) / quantidade do fármaco na apresentação. Quando o rótulo dá a concentração por mL, a mesma conta fica volume = dose / concentração. Com 8 mg de dose e rótulo de 4 mg/mL: 8 / 4 = 2 mL (Coren-SP, Vol. I, p. 27).

Como fazer o cálculo de medicação de mg para mL?

mg não vira mL sozinho: o que liga os dois é a concentração que está no rótulo. Monte a regra de três com mg embaixo de mg e mL embaixo de mL. Se a ampola tem 240 mg em 10 mL e a dose da prescrição é 120 mg, o volume é 120 x 10 / 240 = 5 mL (Coren-SP, Vol. I, p. 26).

Como converter g, mg e mcg antes da conta?

Cada degrau é de mil: 1 g = 1.000 mg e 1 mg = 1.000 mcg, então 1 g = 1.000.000 mcg. Para descer de g para mg, multiplique por 1.000; para subir de mg para g, divida por 1.000 (1.500 mg = 1,5 g). Dose e rótulo precisam estar na mesma unidade antes da regra de três. UI não se converte em mg.

Como calcular a diluição de um frasco em pó?

Some o volume do diluente ao volume que o pó ocupa (quase sempre zero; o rótulo informa quando não é) e divida a quantidade do frasco por esse total. 1 g reconstituído em 5 mL dá 1.000 / 5 = 200 mg por mL. Na penicilina cristalina de 10.000.000 UI, o pó ocupa 4 mL: com 6 mL de diluente, o total é 10 mL (Coren-SP, Vol. II, p. 5 e 6).

O que quer dizer uma solução a 50%?

Porcentagem é quantidade em 100 mL: 50% são 50 g em 100 mL, ou 500 mg em cada mL. Uma ampola de 20 mL a 50% tem 50 x 20 / 100 = 10 g. Pelo mesmo raciocínio, soro a 0,9% tem 0,9 g em 100 mL e soro a 5% tem 5 g em 100 mL (Coren-BA, p. 22; Coren-SP, Vol. II, p. 12).

O cálculo de medicação em pediatria é diferente?

A aritmética é a mesma: dose da prescrição, rótulo e regra de três. O que aparece mais é dose pequena demais para aspirar, e aí entra a rediluição, que o Coren-SP descreve como comum em neonatologia e pediatria (Vol. II, p. 7). Esta calculadora não faz conta de dose por peso: a dose entra pronta, da prescrição.

O que é rediluição, e como fica a conta?

É diluir de novo para que a dose caia num volume que dê para aspirar. São duas regras de três: 1 mL com 1.000.000 UI completado até 10 mL passa a ter 100.000 UI por mL, e 35.000 UI viram 35.000 x 10 / 1.000.000 = 0,35 mL (Coren-SP, Vol. II, p. 10).

Existe tabela de diluição de medicamentos do Ministério da Saúde?

Na pesquisa para esta página, em 29/09/2026, não achamos material do Ministério da Saúde com fórmula e exemplo resolvido em texto. As referências usadas aqui são as apostilas do Coren-SP (2011, 2 volumes) e do Coren-BA (2024). Volume e tipo de diluente de cada produto estão no rótulo e na bula, e esta página não reproduz tabela por produto.

As contas que vêm depois

Depois do volume a aspirar vem a bolsa: quantas gotas por minuto e qual a osmolaridade da mistura. São outras contas, em outras páginas.

O que esta calculadora não fez

Fiz a regra de três com os números que você digitou. Não escolhi a dose, a via, o diluente nem o tempo, não conferi o rótulo e não sei nada sobre a pessoa que vai receber. Esses são de quem assina.

Fontes

Se ainda não sabe se compensa, comece medindo: 9 perguntas, 90 segundos, e o número que a sua rotina administrativa custa por ano. Fazer o diagnóstico de 9 perguntas

Ferramenta de conversão de unidade para profissionais de saúde. A conta não substitui a dupla checagem nem o julgamento clínico: a dose, o diluente e a decisão continuam sendo de quem assina.

Escrito e revisado por Equipe VitraClínica